Patrocinadores

  • brali
  • mabera
  • douro digital
  • de les a les

Sara Gomes e Mariana Teixeira exibem orgulhosamente a taça de Campeão Nacional da 3ª Divisão.

Filipe Dias (FD): Como surgiu a ideia de criar a modalidade no Infesta?
Mariana Teixeira (MT): Foi por minha “culpa” pois tenho o meu pai ligado ao clube, os meus tios, a minha família e também porque sou muito ligada ao desporto, seja futebol, andebol, tudo o que tenha ligação com uma bola e fazia-me um pouco de confusão, ser infestista e não poder praticar desporto no meu clube, então liguei-me ao desporto pelo voleibol, neste caso na Académica de São Mamede, mas sempre com o coração cá. Desde pequena que venho ver os jogos do Infesta e sempre tive o sonho de poder jogar com esta camisola e cheguei a propor ao Sr. Manuel Ramos que cria-se a modalidade mas a ideia nunca foi avante e depois quando foi criada a Comissão Administrativa, eu também com mais experiencia na modalidade, tanto como treinadora como atleta e com mais contacto no que é necessário para a criação da modalidade, no ano passado, numa parceria com a Sara Gomes (SG) e com outros elementos, propusemos à Comissão Administrativa a ideia e foi bem aceite.

FD: Há então uma ligação afectiva ao Infesta de tua parte, o que te diz o Infesta?
MT: Sim, existe desde pequenina uma ligação bastante grande pois o meu pai e o meu tio foram atletas no futebol, o meu primo também, o meu padrinho, é o clube da família, e sempre cresci com o Infesta ao meu lado, nos jantares, almoços, respira-se Infesta lá em casa.

FD: E a Sara, o que te diz o Infesta?
SG: Eu tinha uma ligação bastante afectiva ao clube que representei mas a partir do momento em que entrei neste projecto, fiz uma separação quase total e agora dou tudo por este clube. Eu acho que já começo a sentir um pouco o Infesta em todos os sentidos.

FD: Qual é a vossa experiencia na modalidade?
MT: Eu sou atleta há treze anos e como treinadora há três.
SG: Eu tenho vinte anos ligada à modalidade, iniciei como atleta e há cerca de sete anos, passei a ser treinadora das camadas mais jovens.

FD: Mas em que clubes?
SG: No Boavista e desde o ano passado, no Infesta.
MT: Eu comecei na Académica de São Mamede, Boavista e por fim, no Infesta.

FD: E a nível de competição, que experiencia têm? Com o Boavista, já jogaram na primeira divisão?
MT: Não, só na segunda e terceira divisão, com o Boavista conseguimos subir o ano passado.

FD: Então quer dizer que o Boavista subiu à vossa custa?
SG: Sim, demos um forte contributo pois terminamos a fase final na segunda posição e depois com um acerto que houve, o Boavista acabou por beneficiar e subiu à primeira divisão.

FD: Já tinham conquistado algum título anteriormente?
MT: Eu não.
SG: Já tinha conquistado alguns campeonatos regionais, mas nunca no nacional.

FD: Como é que formaram a equipa sénior de voleibol?
MT: Esta equipa de seniores é no fundo um grupo de amigas, que têm em comum a paixão pelo desporto e pelo voleibol e que gosta de para além de jogar, de se sentir bem no local onde joga com esforço e dedicação.

FD: Mas vieram com vocês do Boavista?
SG: Algumas sim, outras foram convidadas, por já terem jogado connosco anteriormente.
MT: Algumas não competiam, e quando lhes falamos do projecto, apesar de não conhecerem o clube e a mística do Infesta, o “bichinho” falou mais alto e vieram ajudar-nos.

FD: E como é que vocês fazem a gestão da modalidade, dos outros escalões?
SG: Temos o Sr. Américo, que é o nosso seccionista, que está mais em contacto com os encarregados de educação e a nível de treino, eu a Mariana e mais uma colega, somos as responsáveis por essa vertente.

FD: Mariana, saindo um pouco do voleibol, como é que tens visto toda esta “nova” realidade do Infesta?
MT: Com alguma tristeza ao comparar o Infesta de há quinze anos atrás para o actual, acredito que aquilo que acontecia há quinze anos dificilmente vai voltar a acontecer que é alguém, um mecenas, dar tudo pelo clube. Acredito que têm de ser as pessoas mais jovens, mais dinâmicas e que sentem o clube, a ter de dinamizar ao máximo. Claro que não vamos ter as regalias e facilidades que antes se tinha, mas com trabalho e dedicação, tudo se consegue.

FD: E vês potencialidades para que isso aconteça?
MT: Sim, vejo, as pessoas que tenho contactado, tanto no futebol, como no andebol, com quem eu não tinha uma ligação muito aproximada, são pessoas com bastantes capacidades para dinamizar e dar um novo “brilhozinho” ao clube.

FD: Gostavas um dia de jogar no nosso pavilhão?
MT: Adorava imenso e é pena que não o possamos fazer pois a lei obriga a que existam postes para a rede e isso obrigava a ter de ser feita uma intervenção que neste momento é impossível. O que também me custa é ir ver os jogos da equipa sénior de futebol à Arroteia, acho que o nosso estádio, o mítico Moreira Marques, punha em sentido qualquer equipa.

FD: Regressando ao Voleibol, na próxima temporada, que objectivos têm?
SG: Para já é a manutenção, temos de ganhar estabilidade para aquilo que temos em vista, mas este ano também tinha-mos o objectivo de fazer um bom campeonato e acabamos por subir. Passo a passo, uma coisa de cada vez.

FD: E na segunda divisão, que equipas vocês vão encontrar?
MT: Temos um dérbi com a Académica de São Mamede, que vai ser inédito. Há o Vilacondense, o Esmoriz, o Póvoa, o Pacense, o Vitória de Guimarães, vai ser um campeonato bastante engraçado.

FD: Queria que deixassem uma mensagem para os adeptos do Infesta e para os mamedenses…
MT: Gostava que nos acompanhassem que nos viessem conhecer, pois este ano vamos ter partidas mais bem disputadas, mais equilibradas, as entradas são gratuitas, vamos continuar a jogar no mesmo pavilhão da Escola Maria Manuela de Sá.
SG: Não deixem de acreditar no clube, pois vamos fazer de tudo para continuar a dignificar a camisola do Infesta.

Filipe Dias

Categories: Entrevistas

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.