Futebol: Arbitragem vergonhosa prejudica o Infesta

O árbitro da partida, foi a grande figura do encontro.

Foi inacreditável e vergonhoso o que se passou esta tarde no Parque de Jogos Manuel Ramos – Arroteia. O Infesta pode-se dizer que foi espoliado em sua própria casa por um trio de arbitragem liderado pelo Sr. Paulo Brás da AF Guarda. Dois penaltis inexistentes assinalados a favor do Gondomar, três que não assinalou a favor do Infesta foram os casos mais gritantes que estragaram uma boa partida a que se estava a assistir.

O Gondomar nos primeiros minutos, procurava por lances aéreos tirar partido da altura dos jogadores Júlio César e Papa Mor. O Infesta aos poucos equilibrou e criou dois lances de perigo aos 7 minutos. Primeiro, Vitinha I cruza para a área num livre e Rui Jorge de cabeça atira para grande defesa de César. Depois, na sequência do pontapé de canto, Pedro Nuno não deu o melhor seguimento à bola, após o cruzamento de Vitinha I ao primeiro poste. Aos 10 minutos, o Gondomar cria perigo pela primeira vez, Pinto pela esquerda cruza para a área onde está Júlio César que de “bicicleta”, atirou ao lado. O jogo estava dividido com vários ataques de ambas as equipas. Aos 35 minutos, o Gondomar tem uma hipótese soberana de chegar ao golo quando à entrada da área, Ricardo Carvalho atira para defesa para a frente de Isac e na recarga, Júlio César atirou por cima. No lance seguinte, o Gondomar chega ao golo. Num lance algo confuso dentro da área do Infesta, Igor na zona de penalti remata, Isac ainda toca na bola mas esta acaba por entrar na baliza do Infesta. O Gondomar estava em vantagem. Logo de seguida, o árbitro da partida entra em cena, passando a ser o actor principal de um jogo que até estava a ser bem disputado. Aos 39 minutos, Rui Jorge faz jogo perigoso sobre Igor e o árbitro, em vez de assinalar livre indirecto dentro da área, marca grande penalidade. Erro gritante do árbitro. O capitão gondomarense, não perdoou e aumentou para 0-2. O Infesta balanceado para o ataque, tem um lance confuso na área em que o defesa gondomarense joga a bola com a mão na grande área da sua equipa, os jogadores do Infesta ficaram a reclamar e bem, uma grande penalidade e a bola seguiu para o capitão Luís Neves que corre mais de meio campo isolado para a baliza do Infesta e à saída de Isac, fez o terceiro golo. Balde de água fria para a equipa de José Manuel Ribeiro que estava a ser claramente prejudicada pela equipa de arbitragem. Aos 43 minutos, Pedro Nuno reduziu de cabeça após canto marcado ao primeiro poste por Vitinha I e mesmo em cima do intervalo, João Reis é carregado por Tiago Gomes dentro da área, impedindo-o de disputar a bola, o árbitro nada assinala e pouco depois manda tudo para intervalo. Mais uma grande penalidade que ficou por marcar.

Na segunda metade, o Infesta a perder por dois golos de diferença, veio com o intuito de procurar o golo. Aos 46 minutos, Vitinha II pela esquerda, tenta um chapéu ao guarda-redes adversário mas a bola sai ao lado. Aos 50 minutos, bonita jogada do Infesta com a bola a sobrar para Vitinha I que remata já dentro da área com perigo, mas a bola acaba por bater contra um defensor da equipa adversária. Depois, novamente o árbitro dá um sinal de si, um mau sinal. O Gondomar estava no ataque, surge um cruzamento da esquerda de Pinto e João Reis com o peito, corta o lance, mas o Sr. Paulo Brás, assinala uma grande penalidade a favor dos forasteiros, deixando toda a gente incrédula, mesmo os atletas gondomarenses. Júlio César, chamado à conversão, não falhou. Os jogadores do Infesta estavam de cabeça perdida e ainda por cima, a assistir uma gritante dualidade de critérios que o árbitro ia mostrando com faltas idênticas para ambos os lados, mas que no caso do Infesta, os atletas eram admoestados com amarelos. No entanto, não desistiram e foram à luta, procurando reduzir o marcador que estava nuns 1-4, tremendamente injustos. Aos 74 minutos, Papa Mor responde de cabeça ao lado, a cruzamento da esquerda e aos 75′, Magalhães é claramente derrubado dentro da grande área por Tiago Gomes, mas o árbitro da partida, assinalou falta fora da área. Outra grande penalidade que ficou por marcar. Aos 78′, Vitinha I cruza da direita ao segundo poste, mas Correia de cabeça, atirou por cima. No minuto seguinte, Correia é expulso por acumulação de amarelos após uma falta a meio campo. Mais uma má decisão do árbitro para juntar às muitas que teve em toda a partida. Até ao final, o Infesta bem tentou, mas os jogadores, já enervados com o que se estava a passar, não estavam com o discernimento necessário para fazer fosse o que fosse, face à tremenda injustiça a que tinham sido sujeitos.

O treinador do Infesta, José Manuel Ribeiro, estava desapontado com o que se tinha passado nos 90 minutos dizendo que “a equipa estava a bater-se bem até ao primeiro golo do Gondomar, mas depois entrou em cena o árbitro que fez uma actuação que eu já não via desde um jogo em Penafiel há uns anos atrás, mas não havia nada a fazer. Ele faz parte do jogo, faz o que quer e hoje não quis que o Infesta ganha-se. Por exemplo no lance da expulsão do Correia, aconteceu um lance idêntico no meio campo do Gondomar com um jogador deles e o árbitro não mostrou amarelo. Antes disso, na primeira parte, há um penalti a nosso favor em que a bola bate no braço do jogador do Gondomar e no lance, chegam ao terceiro golo e a seguir, já na segunda parte, a bola nem bate nos braços do João e ele assinala grande penalidade que dá o quarto golo. Acho que se o Infesta não quiser descer de divisão, vai ter de tomar uma atitude face a estas situações.”

Como aqui já foi dito, o Infesta foi altamente prejudicado pelo Sr. Paulo Brás da AF Guarda, que bem sabia o que estava a fazer, pois não havia observador no encontro. O Infesta merece mais respeito. Com este desaire, o Infesta soma a sétima derrota consecutiva, algo a que o clube não está habituado. A equipa tem muito valor e hoje mostrou-o pois fez uma das melhores exibições, da temporada, apesar do avolumar do resultado. De referir que no final do jogo, nenhum atleta do Infesta cumprimentou o árbitro em sinal de protesto pelo que se passou nas quatro linhas. Na próxima jornada, que se disputa apenas a 9 de Dezembro, o Infesta desloca-se até ao Joane, último classificado do campeonato.

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