Futebol: Má arbitragem que não quis que o Infesta lutasse pela manutenção

Vitinha II sofreu uma grande penalidade logo a abrir a segunda parte, mas que o árbitro não assinalou.

Ficou hoje definido que o Infesta não vai disputar na próxima temporada, a 2ª Divisão Nacional. A derrota em Vizela por 2-0, aliado à vitoria do Joane em casa ao Amarante pelo mesmo resultado, colocam o Infesta fora da luta pela manutenção nas duas ultimas jornadas.

INFESTA: Isac, Carlos Pinto, Rui Jorge, Tiago Jonas (Jorginho, 52′), Pedro Pereira, João Reis, Vitinha I, Tiago Veiga (Magalhães, 65′), Vitinha II (Ricardinho, 75′), Bruninho e Pedro Nuno.

O Vizela, que estreou novo treinador nesta jornada, entrou a todo o gás na partida, mas foi o Infesta que em contra-ataques rápidos, criou mais perigo. Aos 16 minutos, Tiago Veiga tem um remate muito forte, que Tiago Oliveira responde com uma boa defesa. Depois, aos 22 minutos, Bruninho cruza da esquerda e Pedro Nuno de cabeça, atira à figura do guarda-redes da casa. O jogo estava equilibrado e o golo poderia pender para qualquer um dos lados, mas aos 30 minutos, o árbitro da partida, resolve entrar em cena quando assinala uma grande penalidade a favor do Vizela por alegada mão na bola de Tiago Jonas. Num remate acrobático dentro da área de um jogador vizelense, Jonas corta o lance com o peito, mas o árbitro resolve assinalar grande penalidade. Chamado à conversão, Luís Ferraz inaugura o marcador para o Vizela. O Infesta em desvantagem, não baixou os braços e foi à procura do empate. Pouco depois do golo do Vizela, o Infesta quase chega ao golo por Vitinha I, que após cruzamento da direita de Rui Jorge para a área, Vitinha II recebe a bola e deixa no capitão do Infesta que atira de forma fulminante para uma excelente defesa do guardião da casa. Mas contra a corrente do jogo, o Vizela aproveitou um deslize da defesa do Infesta para chegar ao segundo golo, Carlos atrasa a bola para o guarda-redes Isac, com o relvado bastante seco, a bola perdeu velocidade e Luís Ferraz, mais rápido que a defesa infestista não perdeu a hipótese de fazer o segundo golo aos 39 minutos. Resultado injusto com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, o Infesta logo aos 46 minutos ficou a reclamar uma grande penalidade por falta de um jogador da casa sobre Vitinha II, o árbitro, muito mal, mandou seguir e ainda admoestou o avançado do Infesta com um amarelo. Pouco depois, mais uma falta num lance de contra-ataque do Infesta em que o jogador infestista ficava em boa posição em direcção da baliza, mas que o árbitro fez vista grossa ao lance. Os jogadores ficaram a protestar e na sequência dos protestos, Pedro Nuno acabou expulso com vermelho directo. A jogar contra dez e a perder por 2-0, a tarefa de dar a volta ao resultado, ficava praticamente impossível de se conseguir alcançar. O Vizela, aproveitando o facto de jogar contra onze e de o Infesta estar balanceado para o ataque, criou alguns lances para ampliar a vantagem, por exemplo aos 65 minutos, num lance em que Carlos Pinto corta a bola e que o guarda-redes Isac agarrou, o árbitro resolveu assinalar livre indirecto dentro da área do Infesta, considerando que Carlos atrasou a bola ao seu guarda-redes. Valeu que Pedro Costa estava com a pontaria desafinada. Depois só nos dez minutos finais é que o Vizela criou mais três lances de perigo, primeiro aos 80 minutos por Camará que ganha posição e remata com a bola a passar a escassos centímetros do poste, depois aos 83′, Obama de cabeça, atira para a defesa da tarde de Isac e por fim, aos 87 minutos, novamente Camará que responde de cabeça a um cruzamento de Diogo, mas a bola a passar por cima da barra. O resultado não mais se alterou até final, terminando com uma vitoria por 2-0 da equipa da casa, algo injusta por tudo aquilo que o Infesta fez quando jogava com onze unidades em campo.

Com esta derrota, matematicamente já não é possível ao Infesta sair da zona de despromoção, pois está a uma distância de sete pontos do Joane quando já só há duas jornadas (seis pontos) para disputar. Quem acompanha o Infesta na descida à nova Divisão de Elite Pró Nacional da A.F.Porto, é o Padroense que não fez melhor que empatar em casa com o Fafe a duas bolas. Quanto à arbitragem, pior só mesmo a que o Infesta teve em casa com o Gondomar, pois o Sr. António Costa teve influência directa no resultado ao assinalar mal a grande penalidade contra o Infesta que resultou no primeiro golo e a não assinalar uma logo a abrir a segunda parte, por falta sobre Vitinha II. Na próxima jornada, o Infesta recebe o Padroense, num jogo em que se o Infesta vencer, garante o 15º lugar na tabela classificativa.

Foto: digitaldevizela.com

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