Entrevistas: Luís Ferreira

Luís Ferreira conquistou títulos inéditos para o Infesta, numa só temporada.

É o responsável pela equipa de veteranos do Infesta, que brilhantemente conquistaram o campeonato e a taça da Associação de Atletas Veteranos do Norte na temporada transacta. Luís Ferreira, 43 anos, tinha o sonho de criar a equipa de veteranos, não só conseguiu como no ano de estreia, venceu tudo o que havia para ganhar. Acumulou durante a temporada passada, o cargo de treinador dos benjamins onde também venceu a Taça Complementar da AF Porto.

Filipe Dias: Como é que surgiu esta oportunidade de criares uma equipa de veteranos no Infesta?

Luís Ferreira: Em 2010/11 e 2011/12, estive como jogador e treinador-adjunto no Custóias, no qual na última época, fui campeão. Nos finais de 2011, vi no facebook do Infesta que o nosso ex-presidente, Sr. Manuel Ramos, ia dar uma entrevista ao site do clube e então, lembrei-me de perguntar se seria possível criar uma equipa de veteranos no Infesta, porque o Infesta nunca teve uma equipa inscrita no campeonato de veteranos e havia uma série de jogadores, que passaram por cá e que estavam espalhados por vários clubes, que estavam interessados em representar o clube. E a resposta do Sr. Ramos foi afirmativa, dizendo que as instalações estavam à disposição e que era uma questão de conversarmos e assim foi. No início da época passada, 2012/13, reuni-me com a direcção, expus o projecto e eles aceitaram.

FD: Como é que foi chegar à fala com todos estes atletas?

LF: Depois das condições propostas pela direcção, a primeira pessoa com quem falei foi com o meu irmão Rui Pedro, que me ajudou e muito psicologicamente para que este projecto avançasse e depois falei com o professor José Manuel Ribeiro que era o treinador dos seniores, que conhecia muita gente que passou por cá e a partir daí, houve o natural contacto entre os jogadores, do tempo dele, do meu tempo e até mais antigos.

FD: Conseguiste formar um grupo de campeões…

LF: Eu sempre disse que não sou pessoa de andar a brincar ao futebol. Gosto de vencer e nesse propósito, consegui formar um grupo de atletas que não só a nível juvenil, mas principalmente como seniores, deram muito a este clube e têm bem vincada a palavra vitoria. O Sérgio Nora para mim foi o expoente máximo como jogador, o Bruno que na baliza foi inexcedível e depois o Moura, Cândido, Formoso, Nelson o Zé Manel e os outros todos que mesmo com menos qualidade futebolística foram muito importantes.

FD: Como foi a tua passagem pelo Infesta enquanto jogador ou treinador?

LF: Eu joguei no Infesta, desde 1980 até 1989. Percorri todas as camadas jovens, joguei ainda no escalão de reservas pelo mister Augusto Mata, depois cheguei a jogar a nível sénior, mas por questões profissionais, deixei de jogar aos 25 anos. Em 1995 regressei ao Infesta como treinador nas camadas jovens e saí em 2001. Por fim, voltei o ano passado com este projecto que me orgulho e acabei também por ficar como treinador dos benjamins onde fizemos uma excelente, senão mesmo a melhor temporada de sempre deste escalão, onde vencemos a Taça Complementar e terminamos o campeonato em 4º lugar, atrás das sempre fortes equipas do Rio Ave, Padroense e Leixões.

FD: E que diferenças existem da equipa do ano passado para a deste ano?

LF: Este ano, saíram três ou quatro jogadores, onde destaco o Sérgio Leite que foi aproveitado para os seniores do Infesta, penso que também é uma vitória dos veteranos, pois é um rapaz com bastante qualidade. Os restantes saíram por questões pessoais. Quanto a entradas, entraram para já alguns atletas que vieram colmatar essas saídas e onde também tenho de realçar o ingresso do Miguel que foi dos melhores defesas centrais que jogaram neste clube e isto só prova que as pessoas, depois de tantos anos afastados, ficaram com o clube no coração.

FD: E objectivos para esta temporada?

LF: Queremos para já ganhar a supertaça. Já vencemos tudo na temporada passada e este ano, é tentar vencer não só a supertaça mas também revalidar os títulos de campeão e da taça. Vai ser complicado, pois ficamos inseridos no campeonato, no grupo da morte onde das oito equipas, pelo menos seis são claras candidatas á passagem á fase seguinte.

FD: E quais são em teu entender, as favoritas?

LF: Claro que o Nogueirense, que foi finalista o ano passado, reforçou-se muito, é uma equipa a ter em conta, depois o Canidelo, que foi finalista da taça e vai disputar a supertaça connosco. O Paços de Ferreira tem sempre uma boa equipa, o Lavrense e o Vilanovense. Depois há os outsiders que são o Racing e o São Pedro da Cova.

FD: Depois de uma temporada de grande sucesso, como te estás a sentir?

LF: Senti-me bastante realizado, primeiro porque foi um sonho meu ao concretizar a criação da equipa de veteranos do Infesta, vencendo tudo e em termos de benjamins, ganhamos vários torneios, tendo inclusive vencido a Taça Complementar da AF Porto e o 4º lugar no campeonato.

FD: Queres aproveitar para agradecer a alguém?

LF: Quero agradecer aos jogadores pela fantástica campanha do ano passado, principalmente a um núcleo de cinco ou seis atletas que fizeram parte do melhor Infesta de sempre, como o Sérgio Nora, Moura, Bruno, o Cândido, entre outros e em particular ao meu irmão pois foi ele que me ajudou muito no início com este projecto. Também quero agradecer ao Zé Manel que me ajudou a captar estes jogadores pelos seus contactos. Para esta temporada, tenho que realçar o professor José Ferreira e a Dª Ana que eram os nossos adeptos número 1 e este ano estão a ajudar no sentido organizacional e espero que já no próximo sábado, consiga trazer mais uma taça para o clube.

Filipe Dias

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