Entrevistas: Vitinha

Vitinha é o capitão do Infesta e já representa o clube há 12 temporadas.

Victor Manuel Soares Peixoto, conhecido no mundo do futebol como Vitinha, é o capitão do FC Infesta desde há varias temporadas. Representa o clube há 12 temporadas consecutivas e diz ser mesmo um clube do coração.

Vitinha, fala-nos um pouco sobre a tua carreira.

Comecei a formação no FC Porto onde estive até aos iniciados. Depois nos dois anos de juvenis fui para o Bairro de Falcão, nos juniores fui para o Candal onde subi a sénior e depois passei pelo Avintes, Salgueiros onde estive na 1ª Liga mas acabei emprestado ao Aves e ao Fafe. Por fim estive no Rio Tinto antes de vir para o Infesta onde já estou há 12 anos.

Nestes anos todos de futebol, qual foi aquele jogador que mais te marcou na carreira?

Essencialmente o Deco. O Deco era um jogador que era fora-de-série. Ele nem nos treinos gostava de perder, por vezes ele até tirava a bola dos pés dos colegas porque ele queria ter sempre a iniciativa do jogo. Foi um jogador que me marcou muito e que adorava vê-lo jogar.

O que diz para ti o Infesta?

Neste momento, sinto que faço parte da família do Infesta. Já são muitos anos de clube, no qual me identifico e posso dizer que é um clube do coração, com gente séria que se compromete a fazer tudo o que prometem e é uma das grandes causas de eu nunca ter saído daqui.

E como vês toda esta situação no clube?

A situação no Infesta é um pouco a imagem do que vive o país actualmente. Mesmo assim, mediante o que tem acontecido, o Infesta tem conseguido ser sério. Sempre foi um clube que embora as reduções orçamentais todos os anos, cumpria sempre. Este ano, com a saída do presidente Manuel Ramos, é que houve um grande declínio no orçamento, mas mesmo assim, tem-se aguentado bem. É difícil encontrar clubes assim.

Os jogos oficiais já começaram e as coisas não têm corrido pelo melhor. Qual achas que é o problema neste momento?

Acho que é fruto da juventude do plantel. Quem vier ver os nossos treinos, não percebe porque é que a equipa não actua da mesma forma nos jogos. Acho que eles têm de transportar para os jogos, aquilo que fazem nos treinos. Treinam desinibidos e nos jogos tremem um pouco. É uma equipa cheia de talento e por isso só têm de transportar todo esse talento que aplicam nos treinos, para os jogos.

O que achas que falta à equipa neste momento?

Eu acho que nos falta essencialmente uma vitória. Acho que se vencermos um jogo, tudo muda pois a confiança passa a ser outra e tudo irá acontecer naturalmente. O facto de eles não conseguirem colocar em campo o que fazem nos treinos, inibem-nos de expor todas as capacidades que eles têm, mas eu continuo a dizer que este plantel tem muita qualidade, apesar da juventude da equipa. São jogadores que tenho a certeza que muitos irão dar um salto na carreira.

Como capitão e jogador mais “velho”, és quase como um pai para eles…

(risos) Não sou o pai, sou simplesmente um amigo. Eles têm de olhar para mim como um colega, não sou nem mais nem menos que eles. Agora eu sei que tenho mais experiência mas eu estou no campo para os ajudar mas também para eles me ajudarem pois estamos sempre a aprender.

Que perspectivas e objectivos tem o Infesta a teu ver, para esta temporada?

Nós não temos nada a perder. O clube não exige muito e acho que se conseguirmos colocar tudo em campo, vamos conseguir obter um bom resultado para conseguirmos fazer um campeonato tranquilo. Não podemos definir objectivos pois eu já tenho muitos anos de futebol e se colocarmos objectivos nestes jovens, pode ser prejudicial para eles. Vamos jogar jogo a jogo e o importante é que eles evoluam.

Queres deixar uma mensagem para os infestistas?

Que ajudem essencialmente estes miúdos, pois muitos deles estão no primeiro ano de sénior e às vezes os assobios podem inibi-los um pouco. Por isso, ajudem-nos a apoiar domingo a domingo.

Filipe Dias

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