Entrevistas: Paulo Guimarães
2 de Março de 2012 Paulo Guimarães, levou o Infesta a Campeão Nacional da 3ª Divisão de Andebol. Depois do Presidente Manuel Ramos e do treinador da equipa sénior de futebol, o site do Infesta prossegue as suas entrevistas desta feita com Paulo Guimarães, treinador da equipa sénior de andebol do Infesta. Leia a entrevista na íntegra: Faltando duas jornadas para terminar esta primeira fase e com o Infesta na sétima posição, onde irá na segunda fase lutar pela manutenção, depois do que viu das outras equipas ao longo do campeonato, acha que temos boas hipóteses de nos manter na 2ª Divisão Nacional? As hipóteses são boas, a equipa tem qualidade para se manter, agora, não vai ser fácil porque esta é uma serie complicada pois se retirar-mos o Resende Andebol (último classificado), que é uma equipa da Federação e que não vai descer pois nem nesta segunda fase vai entrar, irão ficar as equipas do quarto ao nono lugar e destas, duas vão descer, por isso vai ser muito disputado, contando ainda que nesta segunda fase, as equipas irão iniciar com 50% dos pontos conquistados e irá haver uma diferença entre o quarto e o nono classificado de dois, três pontos o que em dez jogos é muito fácil de recupera-los ou mesmo perde-los. Na sua opinião, o que é que se passou para termos entrado tão mal no campeonato? No nosso plantel, nós temos 13 atletas com menos de 23 anos. Nunca tinham estado numa 2ª Divisão Nacional de seniores, alguns dos outros atletas, estão a chegar aos seniores e a uma divisão competitiva e depois, somos a única equipa que vem da 3ª Divisão, todas as outras equipas, já tinham andamento de 2ª, já tinham conhecimentos da divisão e nós na fase inicial, sentimos algumas dificuldades. Mas mesmo assim, se repararmos nesses encontros, eles até foram bastante equilibrados, no Avanca, a dois minutos do fim tinha-mos o jogo empatado, na Académica de S.Mamede, o ultimo ataque foi nosso e poderíamos ter concretizado e vencido o encontro, fomos ao Académico do Porto, a ultima bola era nossa e poderíamos ter também concretizado e se calhar estávamos com mais três ou quatro pontos e estaríamos noutra situação. É próprio da idade, é próprio da inexperiência e tentamos aprender com a própria competição. Nunca chegou a temer, com todas essas dificuldades, que seria difícil a manutenção? A dificuldade mantém-se, independentemente dos resultados não é fácil mantermo-nos nesta divisão. Mas eu conheço estes atletas, alguns deles têm três títulos nacionais e muitos deles têm dois títulos nacionais, por isso a qualidade está lá, agora é preciso é dar tempo para que eles cresçam. Em conversa com o treinador do Aguas Santas (1ª Divisão Nacional) onde fomos fazer um jogo-treino esta semana, ele mesmo disse que se esta equipa se mantiver durante três ou quatro anos, vai ser uma equipa muito competitiva. Em relação à Taça de Portugal, satisfeito com o trajecto? Sim, dezasseis avos de final, perdemos com o Marítimo que é a equipa que está em primeiro lugar na zona sul e para mim é o mais forte candidato a subir à 1ª Divisão. Podia ter corrido melhor, mas foi um jogo aberto e disputado até ao fim. Nós entramos mal no jogo, e o Marítimo tem vários jogadores de 1ª Divisão que actuaram no Madeira SAD e nós sentimos dificuldades no inicio do jogo, depois a meio da segunda parte aproximamo-nos do resultado e depois nos últimos minutos, decidiu a experiência. Em relação a este campeonato, o Infesta está à duas semanas sem competir oficialmente. Acha que está bem estruturado este campeonato? Muito mau. Por exemplo, o Resende Andebol seria à partida uma selecção nacional de sub-17. Os atletas não quiseram ir, ou não quiseram abdicar da escola e da família e não foram, então o Resende Andebol é uma selecção com os que podem ir ou os que quiseram ir para lá. Esta equipa está a competir na 2ª Divisão Nacional sénior, não pode descer nem pode subir, então logo à partida, a zona norte tem uma equipa a menos para entrar na luta. Fazia mais sentido que a 2ª Divisão tivesse nove equipas e que o Resende Andebol fosse jogando com essas equipas mas que não entrasse nas contas do campeonato. Em termos de campeonato, acho que está muito mal estruturado, porque nós jogamos duas vezes em Janeiro, duas em Fevereiro e provavelmente duas vezes em Março, ou seja, em três meses, nós fazemos seis jogos para o campeonato e depois na outra fase a seguir, que irá começar no final de Março mas que nos pode calhar a folga, uma vez que o Resende Andebol não vai participar, poderemos ter dez jogos em Abril e Maio. Há muito espaço entre os jogos na primeira fase e tira ritmo competitivo às equipas. Falando agora um pouco de si, já foi atleta do Infesta? Como chegou a treinador da equipa principal? Não, fui sempre adversário. Joguei em apenas dois clubes, na Académica de S.Mamede e no Nun’Alvares. Depois vim para cá à cerca de 8 ou 9 anos para treinador de juvenis. Na altura ainda estava cá o Sr. Marcelino e o Professor João Almeida e foram eles que me convidaram a assumir o comando dos juvenis, que é quase toda esta equipa sénior e depois, fui acompanhando o escalão até que o João Almeida foi embora, depois ficou o Rui Macedo e deu-se depois um vazio nos seniores, onde a equipa esteve quase a cair nos regionais. Com naturalidade, surgiu a oportunidade de treinar novamente estes atletas que estiveram comigo desde os juvenis, mas nos seniores. O titulo nacional conquistado na temporada passada pela equipa sénior, foi provavelmente o maior feito de sempre do Andebol do Infesta. Como viveu esse momento? Foi muito emotivo, primeiro porque o nosso objectivo não era o de subir. Quando eu cheguei à equipa sénior à três temporadas atrás, nós delineamos um projecto de três anos, que acaba este ano. O primeiro